A Modernidade, Globalização e Transformações na Identidade Social: Uma Análise Crítica do Pensamento de Bauman
Saíde Augusto
DOI:
https://doi.org/10.70634/reid.v3i17.901Palavras-chave:
Globalização, Cultura, Sociedade, Modernidade, DesigualidadesResumo
Este artigo resulta de uma análise crítica do pensamento de Zygmunt Bauman sobre globalização, cultura e identidade na sociedade moderna. A partir do conceito das duas modernidades (sólida e líquida), Bauman descreve a transformação do mundo social, marcada na modernidade sólida por ordem, controle e estabilidade, e na modernidade líquida por incerteza, individualização e consumo desenfreado. A modernidade líquida resulta numa sociedade fragmentada, onde as identidades são fluidas e mutáveis, e a confiança nas instituições enfraquece-se, levando ao aumento da ansiedade, insegurança e sensação de impotência dos indivíduos. O estudo discute, também, os impactos da globalização na cultura e nas desigualdades sociais, evidenciando a porosidade dos limites tradicionais dos Estados-nação e a crescente mobilidade cultural e econômica. As desigualdades socioeconômicas, muitas vezes agravadas pela lógica do consumismo e pelo sistema capitalista, continuam sendo um desafio que requer acções internacionais e políticas públicas eficazes. Por fim, o trabalho reflecte sobre as questões éticas e sociais suscitadas por esse cenário, apontando para a necessidade de acções que promovam a cidadania e reduzam as disparidades. As contribuições de Bauman oferecem uma compreensão profunda dos desafios actuais e momentos de esperança de possíveis novas formas de estabilidade social, num mundo marcado pela fluidez e pela incerteza.